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Design estrutural da embalagem.




A verdadeira diferenciação do produto.

Quando chega o momento de pensar na embalagem, definir a tipologia que ela terá deveria ser o primeiro passo na tomada de decisão de marketing de uma empresa. A tipologia determina que tipo de embalagem será o mais adequado para embalar o produto, seja um frasco de vidro, uma garrafa PET, um pouch flexível, uma folha de papel, uma lata, uma caixa de cartão, etc. E aqui o design estrutural da embalagem é inescapável.

Qual é a melhor solução?

Isto vai depender de diversos fatores. Segundo pesquisas da Perception Research Services, o que os consumidores mais lembram sobre as embalagens é em primeiro lugar a cor e em segundo lugar a forma. Já o estilo da marca do produto aparece em terceira posição na memória do consumidor.

Portanto, ao definirmos o design estrutural da embalagem estaremos definindo a sua forma (o shape de embalagem), o segundo aspecto na lembrança do consumidor. Pense na Coca Cola, Nescau, sabão OMO ou perfume Chanel No5. Perceba como logo vêm as imagens das embalagens na sua cabeça antes de qualquer outra lembrança.

Será que podemos fabricar uma embalagem com qualquer forma que nos venha à mente, apenas para marcar presença na memória do consumidor?

Para responder a esta pergunta precisamos conhecer profundamente os seguintes aspectos: Temos que pensar, em primeiro lugar, no produto a ser embalado. O que é, que características possui, que quantidade queremos vender por embalagem, quais são as normas e regulamentações que devem ser respeitadas, entre outros.

É um alimento, uma bebida, um cosmético em gel? É um pó, um produto eletrônico, um produto médico ou um brinquedo? Conhecer bem o produto é o primeiro passo para definir excelentes soluções de design estrutural de embalagem.

Em segundo lugar devemos pensar no consumidor. Para quem o produto é direcionado? Qual é o target? Qual a faixa etária do público-alvo? Se é para crianças, mas os pais vão decidir a compra, se é para idosos, para homens ou para mulheres, etc. Quais apelos emocionais devemos transmitir na embalagem? Que tipo de detalhes ergonômicos são necessários?

Em terceiro lugar devemos conhecer o processo de embalamento do produto, já que os equipamentos disponíveis podem nos restringir quanto às dimensões da embalagem ou outras características importantes na hora de projetar. Por exemplo: se as embalagens são garrafas que precisarão andar por uma linha de envasado - às vezes apoiadas em esteiras, outras vezes seguradas pelo gargalo - a forma destas garrafas terá que se encaixar nos dispositivos.

Outros fatores muito importantes são a quantidade de vendas mensal estimada e o seu custo estimado. Estas duas variáveis estão diretamente relacionadas, já que em muitas situações o aumento da produção de embalagens diminui o seu custo unitário. Existem também custos fixos iniciais, como por exemplo matrizes, facas, clichês, etc, que devem ser diluídos entre o total das embalagens que serão produzidas.

Além destes fatores é importante pensar também na sustentabilidade, ou seja, escolher soluções mais ecológicas para diminuir o impacto ambiental.

Desta forma vamos conseguir definir as melhores soluções para cada tipo de embalagem, assim como projetar funcionalidades adicionais relacionadas à abertura, ao fechamento e à facilidade de manuseio.

Conhecendo e dominando todos estes aspectos podemos ir além, criando detalhes inovadores que transformam a embalagem num produto ainda funcional depois do seu uso primário. Podemos, por exemplo, transformá-la num brinquedo, num porta-trecos ou em qualquer outro objeto utilizável.

Bom design estrutural da embalagem.

Portanto, o bom design estrutural da embalagem é uma ferramenta poderosa para projetar embalagens de sucesso. Embalagens adequada e criativamente projetadas vão proteger e conservar o produto, além de permitir que ele seja transportado corretamente.

Mas as vantagens não param por aí. Uma boa embalagem significa o começo de um bom relacionamento com o consumidor, pela facilidade de abertura e de fechamento.

Por todas estas razões devemos ser bastante criteriosos quanto à forma que produto final vai ganhar, pois é justamente esta forma que ficará gravada por muitos anos na mente do consumidor.

Gabriel Inler

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